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Mensagens

TRILOGIA ESTRATÉGICA PARA TRANSFORMAÇÃO SOCIAL: DIAGNOSTICAR PARA PROTEGER DIREITOS

A realidade das pessoas intersexo em Angola tem sido marcada pela invisibilidade, pela escassez de dados e pela ausência de políticas públicas específicas. Durante anos, decisões foram tomadas sem informação adequada, sem orientação técnica e, muitas vezes, sem a participação das próprias pessoas intersexo. A Trilogia Estratégica para Transformação Social surge para responder a essa lacuna. Este conjunto de três documentos institucionais foi desenvolvido para oferecer uma base sólida de conhecimento, orientação técnica e direção estratégica para o país. Mais do que publicações técnicas, trata-se de instrumentos concretos para a promoção de mudanças sociais. O primeiro documento, o Relatório de Análise da Situação das Pessoas Intersexo em Angola , apresenta um diagnóstico da realidade nacional. O relatório reúne dados, evidências e testemunhos que demonstram os principais desafios enfrentados por pessoas intersexo no acesso à saúde, educação, reconhecimento legal e proteção contra a...

RETROCESSOS DOS EUA NOS DIREITOS DAS PESSOAS INTERSEXO ARRISCAM CRIAR UM MAU PRECEDENTE A NÍVEL GLOBAL

Retrocessos dos EUA nos direitos das pessoas intersexo arriscam criar um mau precedente a nível global Autora: Kimberly M. Zieselman Publicado originalmente em inglês: 5 de janeiro de 2025 Tradução para português: Direitos Humanos Intersexo Angola (DHIA) Tipo: Comentário | Análise internacional Nota editorial Texto traduzido Os Estados Unidos ficam para trás — e arriscam exportar danos Todas as crianças merecem autonomia corporal Informação sobre direitos de autor © Texto original: Kimberly M. Zieselman © Tradução: Direitos Humanos Intersexo Angola (DHIA) Este texto é uma tradução fiel de um comentário originalmente publicado em inglês por Kimberly M. Zieselman, ativista internacional de direitos humanos intersexo. A tradução é publicada com fins informativos e de sensibilização. As opiniões expressas são da autora e não representam necessariamente a posição institucional da DHIA. Quando estados norte-americanos aprovam leis que proíbem cuidados de afirmação de género pa...

CAMPANHA SOLIDÁRIA GLOBAL: FINANCIANDO O FUTURO INTERSEXO

  🌍 Campanha Solidária Global: Financiando o Futuro Intersexo Uma ação histórica pela justiça, equidade e sustentabilidade das pessoas Intersexo Publicado originalmente no Dia da Solidariedade Intersexo 2025 , o comunicado “Financiando o Futuro Intersexo” marca um novo capítulo na luta pelos direitos humanos e pela dignidade das pessoas Intersexo em todo o mundo. A campanha, lançada por uma ampla coligação de organizações Intersexo globais, propõe uma mobilização sem precedentes para garantir financiamento sustentável e autonomia aos movimentos Intersexo. ✊🏽 Honrar a coragem e o progresso O movimento Intersexo chega a este momento graças à coragem de gerações de ativistas que transformaram isolamento em comunidade, dor em poder e silêncio em voz. Nos últimos anos, registaram-se avanços significativos : A aprovação de leis que proíbem a Mutilação Genital Intersexo (MGI) ; O reconhecimento, pela Associação Médica Australiana , de que as variações Intersexo são uma ex...

GRÉCIA FAZ HISTÓRIA AO APRESENTAR PRIMEIRO PERSONAGEM INTERSEXO NA TELEVISÃO

  Grécia faz história ao apresentar primeiro personagem intersexo na televisão ( A bandeira intersexo é composta pelas cores amarelo e roxo — escolhidas de forma intencional para evitar associações com géneros tradicionais e historicamente ligadas à identidade intersexo.) Publicado originalmente por Tovima.com em inglês. Tradução e adaptação para português pela equipa da DHIA A série Serres, do argumentista grego Giorgos Kapoutzidis, fez história ao apresentar o primeiro personagem intersexo na televisão do país, numa iniciativa que marca um avanço inédito na visibilidade e representação desta população. Uma bandeira de inclusão A bandeira intersexo, composta pelas cores amarelo e roxo, foi concebida para evitar associações com géneros tradicionais e é hoje símbolo internacional da identidade intersexo. Inovação num panorama televisivo conservador Num setor em que muitas vezes a audiência é priorizada face à qualidade e inovação, Serres destacou-se não pelo orçamento de...

MARCO HISTÓRICO: ONU APRESENTA PRIMEIRO RELATÓRIO GLOBAL SOBRE DIREITOS HUMANOS DAS PESSOAS INTERSEXO

 No dia 15 de Setembro de 2025 , o Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, recebeu a apresentação oficial do primeiro Relatório das Nações Unidas sobre discriminação, violência e práticas nocivas contra pessoas intersexo . Este documento marca um momento histórico no reconhecimento internacional das variações inatas nas características sexuais e no respeito pela dignidade e autonomia corporal das pessoas intersexo. Da Resolução ao Relatório Em Abril de 2024 , o Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou, pela primeira vez, uma resolução dedicada às pessoas intersexo, intitulada “Combate à discriminação, violência e práticas nocivas contra pessoas intersexo” Resolução A/HRC/55/L.9 . A proposta foi apresentada por Finlândia, África do Sul, Chile e Austrália e contou com 24 votos a favor, 0 contra e 23 abstenções ( JURIST, 2024 ). Entre as orientações dessa resolução, o Conselho pediu ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR) a elaboraç...

CAPACITAÇÃO ORGANIZACIONAL COM A INTERSEX ASIA: FORTALECIMENTO DA CAPACIDADE DA DIREITOS HUMANOS INTERSEXO ANGOLA

  A recente reunião de capacitação organizacional entre a Direitos Humanos Intersexo Angola (DHIA) e a Intersex Asia proporcionou um momento enriquecedor de partilha de experiências, desafios e oportunidades para o fortalecimento da organização intersexo em Angola. Com a presença de Hiker Chiu , director executivo da Intersex Asia, e Boomer Mateus , director executivo da primeira organização intersexo em Angola, a sessão centrou-se na compreensão do percurso da Intersex Asia e nas boas práticas que podem ser adaptadas à realidade angolana. O Início da Intersex Asia A Intersex Asia, uma rede regional dedicada ao apoio de organizações lideradas por pessoas intersexo na Ásia, foi fundada em 2018 com o objectivo de conectar e reforçar o trabalho dos activistas e das organizações intersexo por toda a região. Desde o seu início, o foco tem sido apoiar a criação e o desenvolvimento de iniciativas intersexo através da partilha de conhecimentos, recursos e apoio técnico. Inicial...

SER ATLETA INTERSEXO É DESAFIAR LIMITES TODOS OS DIAS!

  CÂNDIDA GUNZA: SUPERAÇÃO E DETERMINAÇÃO NO FUTEBOL ANGOLANO A descoberta da paixão pelo desporto Desde pequena, Cândida Gunza sempre teve uma ligação especial com o futebol. Ainda na infância, adorava jogar e destacava-se nas aulas de educação física, onde costumava competir com rapazes. O talento e a dedicação chamaram a atenção do seu professor, que a encaminhou para o clube de formação Massala FC, onde começou a desenvolver as suas habilidades de forma mais estruturada. O momento decisivo para seguir carreira A inspiração para seguir a carreira profissional veio ao assistir a equipa do Primeiro de Agosto. "Se elas podem, então eu também posso ir muito além", pensou Cândida. Com trabalho árduo, muita dedicação e fé, conseguiu transformar esse sonho em realidade, provando que a determinação pode abrir portas. Referências e inspirações As antigas atletas de Angola foram as principais inspirações de Cândida. Ver as "velhas guardas" em campo foi um mome...

ORDEM EXECUTIVA DE TRUMP IGNORA A CIÊNCIA PARA IMPULSIONAR UMA AGENDA DISCRIMINATÓRIA.

  Ordem Executiva de Trump Ignora a Ciência para Impulsionar uma Agenda Discriminatória.     Ordem Executiva de Trump ignora a ciência para promover uma agenda discriminatória Por InterACT Tradução em português do artigo: "Ordem Executiva de Trump ignora a ciência para promover a agenda discriminatória" publicado pela InterACT   Link para a publicação original em inglês Link para apublicação em Espanhol A Ordem Executiva de Trump, “Defender as Mulheres do Extremismo da Ideologia de Género e Restaurar a Verdade Biológica no Governo Federal,” não defende as mulheres nem declara qualquer “verdade biológica.” Em vez disso, tenta apagar a existência de pessoas transgénero e intersexo, com o objetivo de promover a própria agenda ideológica da administração, que se baseia não na ciência, mas sim numa visão de mundo regressiva e discriminatória. Numa tentativa vaga e inaplicável de redefinir o género com base no “sexo” binário, a Ordem Executiva faz referência apenas às cat...

RESPOSTA PÚBLICA AO ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL DE ANGOLA

 Jornalismo responsável começa com o respeito: por uma cobertura que promova dignidade, igualdade e informação precisa sobre pessoas intersexo em Angola. O artigo publicado pelo Jornal de Angola em 7 de dezembro de 2024 levanta questões importantes sobre a intersexualidade em Angola, mas apresenta deficiências significativas na forma como aborda o tema, especialmente no que se refere à linguagem utilizada, à proteção da privacidade dos indivíduos e à perspectiva sobre os direitos humanos das pessoas intersexo. Como organização comprometida com os direitos das pessoas intersexo em Angola, apresentamos esta resposta pública acompanhada de recomendações para boas práticas jornalísticas. Análise Crítica do Artigo Uso inadequado de terminologia: A utilização do termo “hermafrodita” é ofensiva e ultrapassada, não refletindo o respeito devido às pessoas intersexo. Esse termo foi substituído internacionalmente por “pessoa intersexo” ou “intersexualidade”. Exposição de detalhes pessoais: A...

O CASO DO BEBÊ INTERSEXO EM ANGOLA: REFLEXÕES SOBRE DIREITOS HUMANOS E CUIDADOS DE SAÚDE

 🚨 Bebé intersexo em Angola: decisão médica de cirurgia precoce levanta questões de direitos humanos e práticas inclusivas. Vamos falar sobre isso? Introdução-  No dia 28 de setembro de 2021, uma reportagem da Rádio Nacional de Angola destacou o caso de um bebê nascido com características intersexo no Hospital Municipal da Quilenda, na província do Cuanza Sul. O caso foi descrito como uma "má formação congénita" pela equipa médica, que sugeriu uma cirurgia para alinhar o sexo da criança ao feminino. Este caso traz à tona questões importantes sobre direitos humanos, práticas médicas e percepções culturais relativamente às pessoas intersexo. A Narração do Caso- De acordo com a reportagem, a criança nasceu com testículos, mas sem um pênis totalmente formado, apresentando um canal vaginal abaixo dos testículos. O diretor clínico do hospital, Rui Nelson, descreveu o caso como um exemplo de "masculinidade feminina" e indicou que a cirurgia para atribuir o sexo femini...